Retinopatia Diabética


Retinopatia Diabética

O diabetes é uma doença que se caracteriza pela elevação do nível de açúcar no sangue. Seus valores de normalidade variam de 70 a 99% (glicemia).

Há dois tipos de diabetes: Tipo I ou forma juvenil, também chamado de insulinodependente, pois o seu controle só é possível com essa medicação: e o Tipo II ou do adulto ou insulino-independente.

As alterações retinianas (retinopatia diabética) causadas pelo diabetes Tipo I estão presentes em 25 a 50% dos casos após 5 a 9 anos da doença; de 67 a 71% após 17 anos de doença.

No Tipo II, o aparecimento da retinopatia depende também do tempo de duração da doença. Ocasionalmente, a retinopatia pode ser o primeiro sinal que alerta o médico para a doença. Isso pode ocorrer porque o Tipo II pode existir numa forma leve durante anos, sem causar sintomas clínicos.


O que é a Retinopatia Diabética?

A Retinopatia Diabética é uma das principais causas de cegueira irreversível, junto com o Glaucoma e Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI).

Embora o mau controle do diabetes possa agravar e apressar a sua instalação, o controle rigoroso da glicemia não evita o seu aparecimento.


Causas da Retinopatia

O diabetes provoca uma alteração nos vasos sanguíneos da retina, levando a dilatações, oclusões e aumento da permeabilidade.

As oclusões causam áreas de irrigação sanguínea insuficiente às células retinianas, com sofrimento celular estimulando a formação de vasos anômalos (neovasos).

O aumento da permeabilidade vascular permite o extravasamento de líquido (plasma e glóbulos vermelhos) para fora desses vasos, sendo acumulado entre as células retinianas. Esse acúmulo é mais acentuado na região macular. Mácula é a região central da retina, onde temos a melhora qualidade de visão. O acúmulo de líquido forma o edema macular.

Os neovasos apresentam uma fragilidade, causando hemorragias intra-oculares.

Além do aparecimento dos neovasos retinianos, há uma proliferação de tecido cicatricial que adere aos neovasos e à retina, produzindo posteriormente uma tração a essa estruturas, que é a causa do descolamento de retina, uma das complicações da Retinopatia Diabética.

O Glaucoma neovascular ocorre como outra complicação da retinopatia. Há um aumento da pressão intra-ocular, de difícil tratamento, podendo levar à perda total da visão.


Quais são os sinais da doença nos olhos?

O sinal mais frequente é a diminuição da acuidade visual, gradativa, não melhorando mesmo com o uso de óculos.

A visão é afetada por acúmulo de líquido (edema) na região central da retina (mácula).

Em alguns casos, porém, o paciente pode não perceber a evolução da doença, desde que as alterações não comprometam a mácula, área central de retina, responsável pela visão de cores e de detalhes, até as fases avançadas da doença, quando o olho já se encontra seriamente danificado.

Pode perceber manchas escuras na visão, que se dissipam em alguns dias ou então que se mantêm por um período longo em decorrência de hemorragias dentro do olho.

Pode haver um comprometimento mais sério da visão em virtude do aparecimento do descolamento tracional da retina ou mesmo dores oculares causadas por glaucoma (aumento da pressão ocular).


Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito através do exame de fundo de olho. As alterações na retina são bastantes características, mesmo nas fases iniciais.

Muitas vezes, porém, apenas o exame de fundo de olho não revela a extensão das alterações.

Realizamos então exame chamado Angiofluoresceinografia, onde um corante é injetado na veia do braço e fotos da retina são tiradas com a finalidade de se estudar essas alterações com detalhes.

A Tomografia de Coerência Óptica (OCT), é um exame não invasivo, é utilizada para evidenciar o edema de mácula e para se observar a eficiência do tratamento (o edema de mácula desaparece).

Desde que o oftalmologista, analisando o fundo de olho e a Angiofluoresceinografia, chegue à conclusão da necessidade de tratamento, este é realizado através da Fotocoagulação com laser.

O laser mais comumente empregado é o argônio. Esse tratamento visa diminuir o estímulo para a formação do neovasos, bem como estancar o vazamento de líquido entre as células retinianas.

A Retinopatia Diabética que precisa de tratamento, divide-se em 2 tipos. O que compromete a mácula é chamado de edema macular diabético (EMD) e a Retinopatia Diabética proliferativa, a mais grave. O Edema macular diabético (EMD) é tratado por meio de injeções intra-oculares de medicações chamadas antiangiogênicos e/ou dispositivos de liberação lenta de corticóide. É um procedimento indolor, uma vez que se utilizam anestésicos tópicos. Algumas injeções pode ser necessárias até o desaparecimento do edema macular e consequente melhora da visão. Em alguns casos o EDM é tratado também com laser.

A Retinopatia Diabética proliferativa é tratada por Fotocoagulação com laser de argônio e injeção com antiangiogênicos a critério do médico. Algumas sessões podem ser necessárias para o controle da doença. Uma vez completamente tratada, a piora da retinopatia não ocorre mais. A doença na retina fica controlada definitivamente.

Quando há sangramento intra-ocular de longa duração e/ou descolamento da retina em Retinopatia Diabética proliferativa grave, há indicação para cirurgia de Vitrectomia. Com essa técnica, retiramos a hemorragia, bem como liberamos a tração exercida sobre a retina com o intuito de restabelecer a visão ou evitar sua piora. Outro fator importante é o controle da pressão arterial. A hipertensão arterial, associada à Retinopatia Diabética, pode acelerar a sua evolução. Além disso, o controle da hipertensão é recomendado devido a doenças cardíacas, renais e derrames cerebrais, que podem ocorrer com maior frequência nos diabéticos.

O risco de aparecer a retinopatia ou diminuir a velocidade de progressão é muito menor se a hemoglobina glicada (HbA1c) estiverem em níveis de 7% ou menor. Daí a importância do controle do diabetes, com medicação, alimentação e atividade física.

O diabetes de longa duração quase sempre causa alteração da retina. Quanto mais bem controlado, mas tardias e mais suaves serão as alterações retinianas.

A Retinopatia Diabética, quando precocemente diagnosticada e tratada, raramente leva à perda da visão.


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